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Fim de semana de Inaugurações Simultâneas em Madrid, Lisboa e Porto

Galeria Juana de Aizpuru Foto: ArteMadrid
Se há algo que ultimamente os galeristas de arte têm cada vez mais assumido é o facto de os seus estabelecimentos consistirem em algo mais do que uma simples loja de arte. O compromisso de difusão e dinamização cultural é, sem dúvida, uma das "cláusulas" do compromisso entre uma galeria de arte e a sociedade que a rodeia. Se a este compromisso sumamos uma necessidade de união gremial para enfrentar as dificuldades de negócio, encontramos a explicação do recente "boom" de eventos culturais centrados em apresentações conjuntas de programação expositiva entre galerias de uma mesma cidade.

Jugada a 3 Bandas: Lista de Galerias e Curadores

Depois de um longo período de inatividade no nosso blog devido a problemas técnicos, regressamos à rotina editorial através da atualização de uma notícia anteriormente publicada no IRMANARTE. Referimo-nos ao projeto Jugada a 3 Bandas: galerias de arte + comisarios + artistas, que recentemente anunciou a lista de galerias e comissários que participarão no projeto. 

Relembrando o que mencionamos anteriormente, a edição de 2012 de Jugada a 3 Bandas, cuja inauguração está marcada para o próximo dia 14 de Abril, terá Portugal como país convidado, o que explica a procedência lusa da maioria dos artistas e comissários presentes nesta inauguração simultânea de exposições na capital espanhola. 
Segundo Virginia Torrente, diretora artística de J3B, a escolha de Portugal deve-se, em grande parte, à necessidade de "criar uma maior repercussão e visibilidade internacional entre o trabalho de galerias, comissários e artistas peninsulares" abrindo desta forma as portas ao país vizinho (Portugal), do qual, afirma "parecemos não prestar muita atenção". 
Tal como adiantávamos igualmente na notícia anterior, J3B 2012 contará com a participação de um total de 16 galerias de arte madrilenas, além de um grupo de comissários independentes, dos quais não conhecíamos nem os nomes, nem os seus respetivos trabalhos. Por este motivo, atualizamos esta notícia com a lista de galerias e comissários participantes, da qual fazem parte dois espaços independentes cujo trabalho se centra na curadoria de artistas em residência, algo de alguma forma novo na cidade de Madrid:  

Galeria Arana Poveda - Oscar Alonso Molina 
Galeria Blanca Berlín - Nerea Ubieto 
Galeria Cámara Oscura - Cláudia Camacho 
Galeria Distrito Cuatro - Mariano Navarro 
Galeria Elba Benítez - Ricardo Nicolau 
Galeria Eva Ruiz - David Armengol 
Galeria Espacio Valverde - Chiquinho Guimarães 
Galeria José Robles - Eduardo Hurtado 
Galeria La Fresh Gallery - Guillermo Espinosa 
Galeria Liebre - Tânia Pardo y Cristina Anglada 
Galeria Madismad - Roberto Vidal y Luján Marcos 
Galeria Moriarty - David Barro y Maria de Fátima Lambert 
Galeria Raquel Ponce - Virginia Torrente 
Galeria Rita Castellote - Horacio Basilicus 
Galeria The Goma - José Castañal 
Galeria Travesía Cuatro - Luiza Teixeira de Freitas y Thom O'nions 

Espacio Independiente FelipaManuela - Susana Bañuelos y Andrea Pacheco 
Espacio Independiente Noestudio - Noestudio 

A inauguração simultânea do dia 14 de abril, por sua vez, terá início às 12h e prolongar-se-á durante toda a tarde até às 20h30. Ao longo desta jornada de apresentação de trabalhos, os visitantes poderão percorrer as diferentes galerias da cidade, traçando e escolhendo o seu próprio percurso.
Artículo disponible en castellano:

Exposição CityWORDS de Mario Gutiérrez Cru em Madrid

Hoje falamos do artista Mario Gutiérrez Cru e do seu mais recente trabalho - CityWORDS -, a apresentar no próximo dia 27 de Janeiro de 2012 na Galería La Zúa em Madrid

Artista, comissário e criativo a viver actualmente em Lisboa. Licenciado em Belas Artes pela Universidad del País Vasco UPV-EHU, especializando-se posteriormente na área dos audiovisuais, depois de fazer o primeiro ciclo na Universidad Complutense de Madrid.. Trabalhando e colaborando com as mais diversas instituições desde fundações, museus e galerias de arte, no seu currículo contam-se também algumas participações em festivais e outros eventos, tanto a nível nacional como internacional.

A sua câmara não é inócua à multiplicidade de lugares por onde vagueia e os momentos que capta são fruto do acaso. Os seus percursos percorrem a poética do olhar, ao mais estranho sentimento. As vídeo-instalações e as fotografias convidam-nos a participar em cidades, unidas sem efeitos preconcebidos, pela mesma bandeira. A essência está em cada espaço: nos seus “sons, nas suas palavras, nas suas ruas e nas suas gentes”.


Crisis, Tussen, Langues, Gentrifizierung, Incertidumbre
 Lisboa, Breda, Bruselas, Berlín y Madrid


CityWORDS
¿Cómo definir ciudades con PALABRAS? - How we can define cities with words?


“Cómo definir un ciudad en una palabra, cómo una palabra puede condensar pensamientos, costumbres, sentimientos , felicidades, opresiones... Cómo simplificar una cartografía en un trayecto, en un sencillo paseo de un punto a otro, de una letra a otra, recorriendo a su paso todas y cada una de las líneas que componen las palabras, todas y cada una de las calles que componen una ciudad. Una ciudad hecha a nuestra medida, hecha a nuestra palabra.

Palabras, conceptos, para definir una ciudad hay cientos, quizás miles, siempre dependiendo de a quién se pregunte, en qué momento de su vida, en que estado personal, económico o sentimental se encuentre.

No hay que tomar estas palabras como únicas, como una estadística realizada a cientos de personas, no, es algo más natural, más íntimo. Simplemente la pregunta se planteó a un ciudadano de esa ciudad con una relación personal con el artista.

Las palabras elegidas, queriendo o sin querer, todas tienen un matiz social, político, económico que las unifica.

Al recorrer la palabra, en un posible mapa aéreo, en un paseo a vista de pájaro, se encuentra uno con la ciudad, con sus habitantes, sus locales, sus costumbres. Mientras que a la vez, se realiza una deriva sin un orden o estructura común, sin la necesidad de ver lo típico, lo imprescindible de las ciudades, lo que los gobernantes quieren que veamos, lo que los ciudadanos están tan orgullosos de enseñarnos. 
Sería más una cartográfica poética o una tipografía cartográfica, si es que ese concepto se puede usar.

Si al hecho tipográfico se la añade el contexto escenográfico, un personaje recorre a paso firme y orgulloso una ciudad con una bandera negra. Sin un texto, sin una marca, un partido, una reivindicación, una protesta. No, simplemente un mástil y una bandera.

La idea parte de trabajos anteriores en los que el artista cansado del exceso de información, de marcas, de fronteras, de protestas, decide borrarlas. Así empieza a tachar cuantos periódicos encuentra a su paso. Sigue con eliminar, tras su documentación fotográfica anterior, las informaciones, publicidades de las ciudades... con ese doble juego entre la censura y la simplicidad.
 Por último el proceso continúa y es lo que nos lleva a este proceso final, a simplificar banderas, simplificar países, fronteras, himnos. 

Negro, de la unificación, el negro de la unión de todos los colores, de la negación de los conceptos en las banderas. Y sin ninguna relación con las banderas anarquistas de principios de siglo pasado.

La exposición que se presentará, se muestrará a modo de cartografía poética de cinco ciudades, correspondientes a cinco países visitados ex-proceso por el artista en los últimos meses de 2011. Ciudades en las que vive, colabora o visita.

Una grabación de una bandera negra ondea en el exterior de la exposición, una bandera que unifica los fondos de los edificios que la contienen, de los ayuntamientos, edificios estatales que la sostienen de estas ciudades que sirven de marco, casi circunstancial. 
Una vez dentro de sala, cinco fotografías de banderas nos presentan cinco ciudades, cinco países, donde el negro es la unificación de todos ellos.

Por otra parte, tres pantallas nos presentan las acciones realizadas en cada una de ellas.
Tres visiones: en una primera visión, se presenta al artista que recorre la acción, la palabra. En una segunda pantalla, un mapa realizado para muestra, nos presenta la ciudad y la palabra se va escribiendo mientras el artista la recorre. Por último la visión de la propia bandera, que contiene en su punta una cámara de vídeo que documenta el proceso.
Tres visiones que narran lo que se vio, lo que se escribió y la propia acción. Por último se presentarán las cartografías de cada ciudad y la palabra elegida para ella.”

Mario Gutiérrez Cru 

Mais informação aqui.

Acción!Mad11 em Madrid

Apresentamos o Acción!Mad11, o VIII Encontro Internacional de Arte de Acção que se realizará entre os dias 10 e 27 de Novembro de 2011 em vários pontos da cidade de Madrid

Com a palavra de ordem "¡Resistiré!" (Resistirei), a já oitava edição deste evento internacional de organização independente pretende, tal como a palavra indica, "resistir" e remar em sentido contrário ao difícil contexto actual da cultura na Europa, reequilibrando, como afirmam na nota de imprensa, "a balança da nossa complicada realidade". 
O evento realizar-se-á em vários pontos dos quais se conta o antigo edifício de uma padaria, agora pertencente à empresa OffLimits (no bairro de Lavapiés), passando por espaços como La Casa Encendida, o Matadero Madrid ou o MNCA-Reina Sofía. Seguindo a sua tradicional linha de enfoque centrada na participação feminina, onde um cinquenta por cento da programação é protagonizada por mulheres, o Acción!Mad deste ano contará com a presença de 20 artistas que protagonizarão performances, workshops, apresentações e projecções. Tudo isto, com a colaboração de entidades como o Ministerio de Cultura Polaco, a Universidade de Nebrija ou o Instituto Cervantes. A entrada, por seu turno, será gratuita em todas as performances e o programa detalhado do encontro/festival pode ser consultado através da web  da organização. 

Enumeramos algumas participações:

Colectivo Federica (Madrid) - 10 de Novembro, OffLimits. Foto: Acción!Mad

Andrés Galeano (España) - 17 de Novembro, Matadero Madrid. Foto: Acción!Mad

Ieke Trinsk (Paises bajos) - 18 de Novembro,  Matadero Madrid. Foto: Acción!Mad


Muda Mathys y Sus Zwick (Suiza) - 25 de Novembro, MNCA-Reina Sofía. Foto: Acción!Mad

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Novas galerias de arte em Lisboa e Madrid

Por estranho que pareça, sobretudo em momentos de crise como o que estamos a atravessar, o mundo da arte continua a trazer-nos, apesar de tudo, boas notícias. Falemos da inauguração de duas novas galerias  em território peninsular. Uma delas é a abertura de uma extensão da extremenha Galería Liebre em Madrid; e a outra um novo Espaço-galeria chamado Bloco103 em Lisboa

Num momento em que meios como arteinformado.com noticiam o encerramento de galerias como EstampArte e Alexandra Irigoyen em Madrid, ou a galeria Marga A. Sennacheribbo na Carrer Bethoven de Barcelona, chega-nos à IRMANARTE a notícia de duas inaugurações, ambas para esta mesma tarde, uma em Madrid e outra em Lisboa. 
No caso da nova Galería Liebre, que ocupará um espaço novo ao lado da famosa Ivorypress Art+ Books na Avda. General Perón, a inauguração consistirá numa exposição colectiva que aposta, segundo afirma a organização, por uma arte "jovem, emergente e alternativa em todas as suas formas de expressão" e que contará com uma dúzia de nomes sonantes do panorama artístico actual, como Chefer, Cristina Llanos, Rocío Cañero, lara Mascoto, Sebastián Bayró, e muitos outros. A inauguração será hoje às 20 horas (hora de Madrid)

Galería Liebre (Madrid)

Quanto à Galeria Bloco103 na capital portuguesa, esta ocupará um centrico local completamente remodelado na Rua Rodrigo Fonseca, perto do Marquês do Pombal e, segundo os arquitectos do projecto (João Navas e Fernando Reis Martins), pretende ser um espaço "nu" onde a "própria forma é uma representação de arte (…) disposta a não interferir com outras representações de arte que irão ocupar [dito] lugar". A inauguração será hoje às 19h30 (hora de Lisboa), meia hora depois da madrilena Liebre, e contará com uma exposição colectiva de pintura de Inez Wijnohrst, Justino Alves e Mário Rita. A programação da galeria, por outro lado, segundo Miguel Justino Alves, pretende ser aberta a "obras de diferentes concepções, atingindo distintas áreas técnicas e processos de realização, em abertura a múltiplas expressões, cuja única discriminação se situa na qualificação das obras produzidas e originalidade dos seus conceitos".
 
Por outro lado, não só nas capitais se registam novas aberturas, segundo informava ontem arteinformado.com, na vizinha Extremadura espanhola acaba de abrir uma nova galeria chamada The red Brick Gallery (concretamente em Badajoz) e prevê-se uma nova abertura em Cáceres para o próximo mês, cujo nome será Casa sin Fin.

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