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| Galeria Juana de Aizpuru Foto: ArteMadrid |
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Fim de semana de Inaugurações Simultâneas em Madrid, Lisboa e Porto
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Nova Galeria de Arte em Barcelona: Born Art
Hoje alegramos a portada da nossa página uma notícia recebida esta segunda-feira passada: a existência de Born Art, uma nova galeria de arte em Barcelona, inaugurada há quatro meses atrás.
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| Fachada Born Art - Foto: bornartbarcelona.com |
Se tivermos em conta as cifras pouco animadoras que ultimamente estrangulam o mundo da cultura, repleto de recortes e medidas de austeridade que afetam tanto entidades públicas como privadas, a notícia da inauguração de uma galeria de arte na nossa península alcança uma dimensão e um nível de importância que há cinco ou seis anos atrás não teria.
Há seis meses atrás, neste mesmo blog, falávamos do fecho de três galerias de arte: duas em Madrid e uma em Barcelona (segundo Arteinformado); ao mesmo tempo que anunciávamos com alegria a abertura de duas novas galerias na mesma semana: a Galeria Liebre (Madrid) e a Galeria Bloco103 (Lisboa). Desta forma, voltamos a contrariar o pessimismo reinante e dedicamos uma vez mais uma entrada no nosso blog para falar da inauguração de um novo espaço dedicado à cultura: la Born Art.
Segundo informa Paula Pons de Born Art, este novo espaço dedicado à exposição e ao negócio da arte, está especializado em obra gráfica original (litografias, serigrafias e gravuras) de mestres espanhóis como Miró, Picasso, Dalí, Tàpies, Chillida, Clavé, Barceló ou Saura; bem como de artistas internacionais como Andy Warhol, Christo Javachef ou Takeshi Murakami. No entanto, além dos mestres surrealistas e informalistas, e como também não podia deixar de ser, nesta galería podemos encontrar igualmente obras originais de artistas, tanto emergentes como consagrados, tais como: Mauricio Sbarbaro, Shigeyosho Koyama, Josep Maria Riera i Aragó, Nacho Farreras e Maïs.
Este novo local ocupa um estabelecimento centenário na Carrer de les Dames do conhecido bairro do Born de Barcelona, em pleno centro turístico da cidade condal, e possui uma página web onde se podem adquirir as obras de arte online com o devido certificado e enviadas através de empresas especializadas.
Mais informação: www.bornartbarcelona.com
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Jugada a 3 Bandas: Lista de Galerias e Curadores
Depois de um longo período de inatividade no nosso blog devido a problemas técnicos, regressamos à rotina editorial através da atualização de uma notícia anteriormente publicada no IRMANARTE. Referimo-nos ao projeto Jugada a 3 Bandas: galerias de arte + comisarios + artistas, que recentemente anunciou a lista de galerias e comissários que participarão no projeto.
Relembrando o que mencionamos anteriormente, a edição de 2012 de Jugada a 3 Bandas, cuja inauguração está marcada para o próximo dia 14 de Abril, terá Portugal como país convidado, o que explica a procedência lusa da maioria dos artistas e comissários presentes nesta inauguração simultânea de exposições na capital espanhola.
Segundo Virginia Torrente, diretora artística de J3B, a escolha de Portugal deve-se, em grande parte, à necessidade de "criar uma maior repercussão e visibilidade internacional entre o trabalho de galerias, comissários e artistas peninsulares" abrindo desta forma as portas ao país vizinho (Portugal), do qual, afirma "parecemos não prestar muita atenção".
Tal como adiantávamos igualmente na notícia anterior, J3B 2012 contará com a participação de um total de 16 galerias de arte madrilenas, além de um grupo de comissários independentes, dos quais não conhecíamos nem os nomes, nem os seus respetivos trabalhos. Por este motivo, atualizamos esta notícia com a lista de galerias e comissários participantes, da qual fazem parte dois espaços independentes cujo trabalho se centra na curadoria de artistas em residência, algo de alguma forma novo na cidade de Madrid:
Galeria Arana Poveda - Oscar Alonso Molina
Galeria Blanca Berlín - Nerea Ubieto
Galeria Cámara Oscura - Cláudia Camacho
Galeria Distrito Cuatro - Mariano Navarro
Galeria Elba Benítez - Ricardo Nicolau
Galeria Eva Ruiz - David Armengol
Galeria Espacio Valverde - Chiquinho Guimarães
Galeria José Robles - Eduardo Hurtado
Galeria La Fresh Gallery - Guillermo Espinosa
Galeria Liebre - Tânia Pardo y Cristina Anglada
Galeria Madismad - Roberto Vidal y Luján Marcos
Galeria Moriarty - David Barro y Maria de Fátima Lambert
Galeria Raquel Ponce - Virginia Torrente
Galeria Rita Castellote - Horacio Basilicus
Galeria The Goma - José Castañal
Galeria Travesía Cuatro - Luiza Teixeira de Freitas y Thom O'nions
Espacio Independiente FelipaManuela - Susana Bañuelos y Andrea Pacheco
Espacio Independiente Noestudio - Noestudio
A inauguração simultânea do dia 14 de abril, por sua vez, terá início às 12h e prolongar-se-á durante toda a tarde até às 20h30. Ao longo desta jornada de apresentação de trabalhos, os visitantes poderão percorrer as diferentes galerias da cidade, traçando e escolhendo o seu próprio percurso.
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Novas Inaugurações Simultâneas no "Quarteirão das Artes" do Porto
No passado sábado, 21 de Janeiro de 2012, assistimos a mais uma jornada de Inaugurações Simultâneas na famosa Rua de Miguel Bombarda do Porto. Como sempre acontece nestes dias, o evento contou com bastante animação, muitos visitantes e, claro está, muitas propostas criativas por parte das galerias e dos respectivos artistas. Uma vez mais passámos por lá e seleccionámos aquelas mostras que nos parecem mais interessantes. Aqui vai um breve resumo…
| Cartaz das Inaugurações Simultâneas. Foto: IRMANARTE |
Começando por uma das Galerias mais veteranas da cidade, a Galeria 111, deparámo-nos com uma interessante exposição do artista lisboeta, nascido em Moçambique - Pedro Gomes - intitulada "Id". Nesta mostra, a temática derivada de imagens quotidianas do mundo do consumo escolhida pelo artista, ajuda a reflectir em torno à ideia freudiana do Ego e sobretudo da fantasia derivada do exercício da ficção como necessidade humana indispensável.
Na Galeria AP'ARTE foi possível assistir a uma dupla inauguração. A primeira delas foi a do artista plástico Nuno San-Payo, filho do famoso fotógrafo do mesmo apelido, intitulada: "Incursões Pictóricas"; onde este artista, contrariando a ideia do "big is beautiful", apresentou uma selecção de telas de reduzidas dimensões ("mais apropriado à crise", afirma), povoadas de figuras humanas retratadas "no anonimato e sem espectáculo…" Numa tentativa de realçar os gestos e as atitudes convencionais do indivíduo. A segunda destas exposições deveu-se, por sua vez, à pintora Silva Lima que, com uma exposição intitulada "História D'uma Vida", retratou estados de alma, histórias e recordações pessoais, num conjunto de composições pictóricas formadas por fragmentos de imagens estrategicamente colocados no conjunto, recriando desta forma um ambiente universal e poético.
"From Florence with Love" do pintor Jules Maidoff foi a proposta apresentada pela Galeria Arthobler para este dia. Nesta mostra, Maidoff, reflectindo orgulhosamente as suas raízes russas e judaicas, recriou um universo irreal pontilhado de referencias directas à tradição humanista europeia, onde cada tela, através dos personagens retratados, narra uma historia diferente.
Algo diferente à pintura de Maidoff foi, no entanto, a proposta apresentada pela famosa Galeria Fernando Santos. Desta vez, o seu amplo espaço expositivo enche-se de um conjunto de obras recentes do veterano artista conceptual português Gerardo Burmester, intitulada: "2011, Alguns Trabalhos Revisitados". Burmester, percursor do conceptualismo e da performance durante a década de 70 do século XX e membro de grupos artísticos como Puzzle e ex-director do Espaço Lusitano do Porto, propõe-nos uma aproximação às técnicas e materiais utilizados desde sempre nas suas obras, através de uma selecção de trabalhos de marcado minimalismo.
Completamente distinto é, no entanto, o trabalho apresentado por Daniel Melim na Galeria Nuno Centeno. Nesta mostra, Melim produz um conjunto de obras pictóricas usando uma técnica inovadora e peculiar baseada na representação de objectos sobre uma película transparente ("perecida às bóias da praia", afirma), cujo processo de execução faz lembrar um perspectógrafo renascentista. O resultado são acetinadas telas que recordam o brilho do papel fotográfico, onde as figuras anteriormente pintadas na película transparente são realçadas por um fundo de azul plano previamente pintado na tela.
Na Galeria Presença, por outro lado, a proposta apresentada foi uma exposição monográfica da jovem artista Mafalda Santos que, vivendo entre o Porto e Nova Iorque, desenvolveu um conjunto de trabalhos intitulado: "On Revolution". Baseando-se no termo revolução e analisando a evolução do seu significado ao longo da história, ao mesmo tempo que faz uma clara referencia ao livro On Revolution (1963), Mafalda Santos desenvolveu nesta exposição um exercício de memória histórica em alusão à importância de documentos históricos como a Declaração Universal dos Direitos do Homem ou a Declaração de Independência dos EUA, cuja importância, entende-se, merece ser ainda mais realçada nos momentos que correm. O resultado desta reflexão é, portanto, um conjunto de trabalhos compostos de elementos geométricos e gradações de cor, que, associadas às palavras, produzem uma experiência visual sinestésica.
João Queiroz, por sua vez, preparou-nos um interessante clássico para a Galeria Quadrado Azul. Nesta mostra, Queiroz, que além de artista também é filósofo, apresentou-nos uma selecção de trabalhos de pintura paisagista realizados recentemente, onde a sua tradicional mancha pictórica dá lugar a uma pincelada expressiva de cores puras, recordando o universo técnico do Impressionismo.
Finalmente, na Galeria Serpente, Bruno Côrte foi o responsável de executar a peculiar exposição composta de obras de pintura e desenho sobre tela intitulada: "Herbarium Oficinalis". Nesta mostra, este artista madeirense recorre a descrições técnicas como a do botânico Luis Oliveira Maia, para "legendar" as "estampadas" flores que povoam a suas telas. Ditas descrições, recordam-nos a origem natural destes seres vivos, cuja essência de vida se perde na repetição da sua imagem em papéis e tecidos decorativos.
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Últimos dias da exposição de Secundino Hernández na Galeria Nuno Centeno do Porto
Depois de que a data do fecho da exposição fosse adiada para o próximo dia 18 de Janeiro de 2012, o público portuense poderá gozar de mais uns dias para ver a exposição "Raw, mind-raw" do artista espanhol Secundino Hernández na Galeria Nuno Centeno.
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| Galeria Nuno Centeno. Foto: Galeria Nuno Centeno |
Expressividade, eclectismo, virtuosidade juvenil, formas abstractas contrastando com elementos figurativos ou telas de branco minimalista em contraste com contornos negros de marcado traço expressivo, são algumas das características que identificam a obra deste pintor residente em Berlim.
"Raw, mind-raw", a primeira exposição individual deste artista em Portugal, reúne assim um conjunto de harmoniosas composições pictóricas carregadas da sua já conhecida expressividade resultante da colocação estratégica de nervosas pinceladas de cores fortes sobre fundo branco.
A necessidade de absorver as várias tradições da historia da arte, são o engenho mecânico que permite a este artista criar através da confrontação da sua própria experiência pictórica com as já realizadas ao longo da história da pintura. Desta maneira, o seu trabalho, segundo as palavras dos responsáveis desta exposição, trata-se de um exercício historicista "apontando para a arte e para a vida com um profundo sentido de individualidade e subjetividade".
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| "Digital Invitation Image". Foto: Galeria Nuno Centeno |
Secundino Hernández, nascido em 1975 e formado em pintura pela Universidad Complutense de Madrid, é detentor de uma longa lista de participações individuais por toda a Europa. Madrid, Viena, Helsínquia, Colónia, València, assim como a cidade do Porto, são alguns dos lugares nos quais este artista teve a oportunidade de expor.
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Portugal como protagonista da 2ª Edição de "Jugada a 3 bandas"
Atenção galeristas, comissários e artistas de Portugal e Espanha, no próximo dia 14 de Abril de 2012 regressa uma nova edição do projecto madrileno "Jugada a 3 bandas: galerias de arte + curadores + artistas", dedicado este ano a Portugal.
Depois de que no passado dia 2 de Abril de 2011 se realizasse a primeira edição de "Jugada a 3 bandas", na qual participaram 14 galerias de Madrid, 50 artistas internacionais, assim como cerca de 16 comissários espanhóis; chega a segunda edição deste projecto, centrado, desta vez, na inclusão de Portugal (criação de um mercado ibérico para a arte) e na busca de uma maior excelência na qualidade dos projectos de coradoria a apresentar.
Segundo lemos nas normas de participação, as galerias que pretendam participar terão que incluir na sua equipa de comissários, ou no seu conjunto de artistas a apresentar, pelo menos um interveniente de nacionalidade portuguesa. Além deste requisito, a "jugada a 3 bandas" valorará o trabalho de curadoria que relacione a cultura e a arte dos dois países ibéricos, através das suas reflexões e pontos de vista.
O objectivo, segundo a directora artística do projecto - Virginia Torrente -, "é criar uma maior repercussão e visibilidade internacional entre o trabalho das galerias, dos comissários e dos artistas peninsulares", abrindo desta forma as portas a Portugal, país ao qual, afirma, "parecemos não dedicar muita atenção".
Por outro lado, tanto o ênfase no aspecto da procura da novidade da arte emergente como a ampliação do colecionismo a nível peninsular, são objectivos a ter igualmente em conta nesta nova edição de "jugada a 3 bandas".
A selecção será feita por Virginia Torrente e a apresentação da nova edição realizar-se-á a 14 de Abril de 2012, através de uma inauguração conjunta.
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Galerias de Arte em Portugal: Inaugurações no Porto e em Ponta Delgada
Não sabemos se as últimas de 2011, o certo é que a poucas semanas de acabar o ano continuam a chegar ao IRMANARTE notícias de inaugurações em galerias nacionais. Destacamos três delas: a colectiva de pintura e escultura intitulada "A Ceia" na Galeria Artes Solar de Santo António no Porto; a também colectiva, neste caso de joalharia, na Galeria Fonseca Macedo de Ponta Delgada; e a igualmente colectiva de "Arte Móvel: Quadros e esculturas de bolso", organizada pela Galería-atelier João Pedro Rodrigues do Porto.
"A Ceia" (Galeria Artes Solar Sto. António) - de 8 de Dezembro de 2011 a 14 de Janeiro de 2012
Com texto introdutório do poeta Jorge Velhote intitulado "A Última Ceia", a exposição colectiva organizada pela conhecida Galeria Artes Solar de Santo António da Rua do Rosário do Porto reunirá no mesmo espaço um conjunto de mais de 23 obras de pintura e escultura pertencentes a artistas nacionais como José Emídio, Ruy Silva, Rodrigo Costa, Alfredo Barros, Susana Bravo, Carlos Reis, Isabel Padrão, Luis Melo, Filipe Cortez, João Figueiredo, Paulo Neves e muitos outros.
"Colectiva 2011" (Galeria Fonseca Macedo) - de 8 de Dezembro de 2011 a 31 de Janeiro de 2012
Fundada no ano 2000 em Ponta Delgada, a Galeria Fonseca Macedo é já um referente no mercado nacional da arte contemporânea da insular Região Autónoma dos Açores. Com uma exposição de design de jóias da dupla Romeu Bettencourt e Carolina Brose, dita galeria encerrará as inaugurações de 2011, as quais retomará já no próximo mês de Fevereiro de 2012 com a anunciada participação na conhecida feira ARCO de Madrid.
"Arte Móvel 2011" (Galeria João Pedro Rodrigues) - de 9 de Dezembro de 2011 a 16 de Janeiro de 2012
Seguindo o mesmo esquema da proposta "Arte Móvel sobre T'Shirts" de 2010, a presente exposição colectiva de quadros e esculturas móveis que este atelier-galeria portuense escolheu para encerrar o ano de 2011, pretende ser o resultado do reto apresentado por esta entidade a cerca de 30 artistas nacionais para a elaboração de pequenas obras de arte transportáveis. A realização deste projecto e exposição deve-se em parte à contribuição da Papelaria Sousa Ribeiro que ofereceu aos artistas telas de 13x18 cm para a execução das obras.
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Galeria Filomena Soares: Exposição colectiva de artistas estrangeiros
De todas as informações de eventos e exposições que nos vão chegando ao IRMANARTE, há sempre alguma que se destaca pela sua dimensão inédita e pela qualidade das propostas. É o caso da exposição colectiva actualmente patente na Galeria Filomena Soares (Xabregas - Lisboa).
Inaugurada no passado dia 25 de Novembro de 2011 e patente até 14 e Janeiro do próximo ano, a exposição colectiva apresentada por esta galeria significa a consolidação da progressiva internacionalização desta entidade, levada a cabo ao longo dos últimos anos.
Aberta ao público há já 12 anos e com um curricullum de mais de 30 participações em feiras de arte contemporânea, tanto nacionais como internacionais, a Galería Filomena Soares constitui um espaço de visita obrigatória no circuito do comercio da arte contemporânea em Portugal e um dos maiores espaços expositivos da capital.
Ocupando a sala 2 deste amplo espaço, a presente exposição colectiva reúne um total de 12 artistas estrangeiros, na sua maioria oriundos do mundo artístico anglo-saxão que, além das suas aspirações criativas e da sua multiplicidade plástica e conceptual, têm em comum o facto de pertencerem a uma geração de artistas nascidos durante a década de 70 do século XX.
Baseada na diversidade de linguagens como sendo a melhor maneira de representar as diferentes questões e dimensões da contemporaneidade - políticas, sociais, históricas e culturais - esta exposição incide em temas como a migração, a tradição, o género, a raça, a religião, os direitos humanos ou a economia para incitar os visitantes a discutirem e a refletirem sobre o passado, o presente ou o futuro da nossa sociedade.
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| Espaço da exposição. Foto: Galeria Filomena Soares (Lisboa) |
Começando pelos alemães Julia Schmidt (1976), Katinka Bock (1976) e Philipp Goldbach (1978), tentaremos retratar brevemente os vários autores e as várias obras presentes nesta mostra, incidindo nas suas principais características formais e conceptuais.
- Começando por Julia Schmidt, nascida em Wolfen e residente em Berlim, deparamo-nos com um conjunto de obras pictóricas que ressuscitam antigos objectos simbólicos do mundo quotidiano. Valorizando e realçando estes objectos através da eliminação de pormenores ornamentais substituídos por manchas de cor plana, Julia Schmidt desperta no observador um ponto de vista ofuscado pela superficialidade predominante nas sociedades actuais.
- Percepção distinta à de Katinka Bock (Alemanha, 1976), actualmente a trabalhar em Paris, e que recorre à escultura como meio de expressão, o que através de uma estratégica colocação das obras no espaço expositivo se traduz num ambiente de inevitável comunicação entre o observador e a obra apresentada. Neste contexto, o visitante é convertido num último elemento essencial capaz de completar o conceito da instalação. Exemplo disso é Chigagostreet (2011), obra em que a artista questiona as ideias pré-concebidas de percepção visual dominantes na sociedade actual, através da instalação da réplica de um muro no chão da sala de exposições, imitando assim a sombra do mesmo.
- Ao contrário de Katinka, Philipp Goldbach recorre a meios como a fotografia para questionar as problemáticas da contemporaneidade. Baseado num universo estético de profunda tradição alemã, já que revela influencias de artistas como Thomas Struth, as fotografias de Goldbach representam um mundo de simétricos enquadramentos capazes de retratar a alma e as formas de espaços simbólicos como a sala de uma universidade.
- Distinta às percepções e às forma de expressão usadas pelos alemães Schmidt, Bock e Goldbach é a de Clemens Krauss, artista austríaco nascido em 1979 que, através de imagens de pessoas retratadas repetidamente em revistas, questiona os conceitos tradicionais de mobilidade e de identidade individual. As suas telas, cheias de "personagens" que flutuam num espaço ausente de cor e perspectiva, têm como único elemento plástico visível "pastosas" figuras formados por camadas de pintura a óleo.
- O desenho, por outro lado, é o meio usado pela checa Katerin Sedá (1977): Através de uma mostra composta por uma selecção de desenhos pertencentes à exposição realizada para a 5ª Bienal de Berlim em 2008 (Over and Over), Sedá propõe-nos uma reflexão acerca do conceito de comunidade. Na mostra de 2008, a artista checa denunciava a desigualdade sócio-económica da sua aldeia natal e a proliferação de construções cada vez mais desmesuradas. Na presente mostra podem ver-se alguns desenhos deste projecto, onde o traço minimalista reproduz planos urbanísticos e plantas de edificios, resultantes do seu trabalho de investigação.
- Fotografia, vídeo, texto e escultura são, no entanto, os meios de expressão escolhidos por Tim Lee, artista coreano nascido em 1975 que, para a presente colectiva propõe uma ecléctica instalação de obras que recriam a historia da arte e a cultura popular. Através da manipulação de ícones e factos históricos, Lee transporta-nos directamente do passado para o futuro, sem passar, contudo, pelo presente. Nos seus trabalhos, é clara a influência de artistas da história recente da arte como Rodchenko ou Dan Graham.
- Manipulando igualmente o passado histórico, mas neste caso usando o desenho e a escultura, Mariechen Danz, artista irlandesa nascida em 1980, manipula os episódios históricos através da inclusão de elementos culturais alternativos aos representados. Para Danz, os meios de comunicação são os responsáveis pela deficiente transmissão da história, pelo que é necessário corrigir este aspecto.
- Não menos interessante é o trabalho de Keren Cytter (Israel, 1977), onde, através do Video Art, tenta recriar a realidade através de um universo teatral grotesco e melodramático onde a mistura elementos documentais e de ficção é usada como questionamento das convenções do teatro clássico.
- Por outro lado, ainda que distinta mas nem por isso menos polémica é a percepção do britânico Mark Titchner (1973) que, através da instalação de elementos como caixas de luz, pinturas ou vídeos, cria um confronto entre ideias conservadoras e progressistas, onde a fé cega na ciência ou a obediência incontestável à autoridade são aspectos a reflectir.
- Paralelamente, Tonico Lemos Auad, nascido no Brasil em 1968 é outro dos artistas presentes nesta exposição colectiva cuja obra busca a reflexão da realidade. Neste caso, baseado em experiências quotidianas pouco percebidas, este artista tenta reconstruir aparições reais e imaginarias, onde a influência cultural brasileira está naturalmente presente através de elementos populares como os tradicionais talismãs.
- Finalmente, os suecos Martin Jacobson (1978) e Michael Johansson (1975) completam a constante diversidade desta mostra colectiva. Jacobson, nascido em Estocolmo (onde trabalha), estabelece uma relação entre o passado e o futuro através de pinturas baseadas em colagens visuais resultantes da observação de gravuras antigas de feiras e lojas de antiguidades. Ao misturar elementos de universos fantásticos com a realidade; e ao recriar as imagens históricas das gravuras, Jacobson põe em causa a ordenada e predominante forma de ver a realidade. Johansson, por sua vez, denuncia a qualidade dos objectos do quotidiano através da manipulação da escala real de representação, da repetição e da descontextualização das funções às quais foram destinados estes objectos. Os seus trabalhos resumem-se a esculturas lúdicas e instalações.
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Revisão semanal de inaugurações: Lisboa e as suas Galerias de Arte
Aqui estamos novamente com a nossa já conhecida revisão semanal de inaugurações de exposições em galerias de arte em Portugal. Esta semana, a protagonista é a cidade de Lisboa com um total de oito novas exposições nas principais galerias da zona centro.
Começando pelo de dia de hoje, a Galeria PERVE inaugura esta mesma tarde uma exposição de homenagem ao famoso fotógrafo e desenhador surrealista português Fernando Lemos, cujo título é "Desenho Diacrónico": um conjunto de pequenos desenhos em forma de "crónica plástica" produzida pelo autor durante o ano de 2010. Paralelamente, será apresentado o "livro-objecto" de edição limitada a 150 exemplares, composto por serigrafias de Lemos e texto de Adolfo Luxúria Canibal.
Por outro lado, amanhã, 16 de Novembro, será a vez da Galeria Diferença apresentar as suas novas propostas. Concretamente duas exposições: uma na zona do espaço-loja e outra na sala de exposições. Assim, Ana Ferreira, ceramista portuense, será a autora da exposição de objectos de cerâmica que se poderá ver no espaço-loja, deixando livre o espaço da galeria para as serigrafias intituladas "Cellfish" de Joana Girão.
O dia 17 de Novembro, por seu turno, será o dia mais completo com três exposições simultâneas. A primeira delas será uma mostra de pintura intitulada "Pintado por cima" na prestigiada Galeria Cristina Guerra, na qual o artista Luís Paulo Costa jogará com o tradicional "protocolo" que rege a forma de observar as obras de arte, contrariando as normas "estabelecidas" através da proposta de um "olhar curioso" por parte dos visitantes, usando, para isso, um conjunto de fotografias pintadas, numa tentativa de humanização do aspecto mecânico da imagem fotográfica. Relativamente à segunda exposição prevista para este dia, esta consistirá numa mostra colectiva de autores portugueses organizada pela famosa Galeria Quadrado Azul (delegação de Lisboa), que incluirá obras de autores consagrados dos anos 60 e 70 como Fernando Lanhas e Ângelo de Sousa; passando obras de autores conhecidos dos anos 90 como Francisco Tropa e João Queiróz; rematando desta forma com obras mais recentes de artistas como o fotógrafo Paulo Nozolino, o pintor Pedro Tropa ou o desenhador Thierry Simões.
Quanto à terceira destas exposições do dia 17 de Novembro, a sua inauguração será na galeria SOPRO - Projecto de Arte Contemporânea, onde uma exposição de obras de técnica mista de Manuel Furtado dos Santos encherá o espaço de coloridos "collages" de ícones da cultura pop numa mostra intitulada "Elementa".
Dois dias depois, 19 de Novembro de 2011, a Galeria Carlos Carvalho inaugurará a mostra de fotografia intitulada "More pictures about buildings, houses, cars and islands", na qual o fotógrafo Paulo Catrica mostrará os seus últimos trabalhos de temática e paisagem urbanas.
E para finalizar, a Galeria Pedro Serrenho inaugurará este mesmo dia a exposição "Amor Acrílico", na qual o pintor Carlos Barão mostrará as suas criações pictóricas em acrílico rasurado de perfil "informalista", carregados das suas omnipresentes mensagens com caligrafias. IRMANARTE.COM
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| Ângelo de Sousa - Acrílico sobre tela (2000). Foto: APGA |
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| Manuel Furtado dos Santos. Foto: APGA |
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Novas Exposições em Galerias de Arte de Lisboa
Depois das famosas "Inaugurações Simultâneas" da zona de Miguel Bombarda do Porto, chegam-nos ao IRMANARTE informações de novas inaugurações, desta vez em galerias de arte da capital: Lisboa. Segundo ditas indicações, ao longo desta semana quatro galerias de arte inaugurarão novas exposições, três delas patentes até Janeiro de 2012.
Seguindo uma ordem cronológica, a Galeria ALECRIM 50 será a primeira em inaugurar mostras esta mesma tarde (8 de Novembro de 2011), com uma proposta do artista plástico Tomás Colaço denominada "Baseado em Factos Reais II". Nesta mostra, este artista lisboeta apresentará a obra resultante da uma Residência Artística feita no Rio de Janeiro, através de obras pictóricas, ready made e objets trouvés carregados de crítica à legitimidade de poderes e onde a proposta visual pretende ser "historicista, torcida e deturpada".
Na próxima quinta-feira (10 de Novembro de 2011) será a vez da Galeria Miguel Nabinho e da Galeria São Mamede. Na primeira, o artista plástico Rui Sanches, cuja obra esteve presente na última exposição colectiva desta galeria, apresentará as suas mais recentes criações numa mostra individual intitulada "Porta Entreaberta". Nela prevê-se que o artista apresente os já tradicionais volumes orgânicos e antropomórficos derivados da sobreposição de placas de madeira ou derivados desta, misturados com estruturas de metal ou elementos em vidro. Por outro lado, na segunda mostra a inaugurar esta quinta-feira, neste caso na Galeria São Mamede, a pintura será a grande protagonista das salas de exposição. Concretamente, será o pintor de origem espanhola González Bravo o autor das pinturas a expor. Pinturas estas onde se misturam elementos expressionistas e informalistas.
Relativamente às duas últimas exposições, estas terão lugar na mesma galeria - Galeria Valbom - e serão apresentadas na próxima sexta-feira (12 de Novembro de 2011). Na primeira delas, de escultura, o artista plástico conhecido por manusear com perícia a moto-serra - Paulo Neves - dará a conhecer os seus últimos trabalhos resultantes da manipulação da madeira e da pedra. Relativamente à segunda exposição, que neste caso será de pintura, David de Almeida, reconhecido pintor/ gravador originário de São Pedro do Sul, apresentará uma selecção de obras onde se prevê a predominância dos tons escuros da pintura e de relevos profusos na superfície dos suportes.
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Novas galerias de arte em Lisboa e Madrid
Por estranho que pareça, sobretudo em momentos de crise como o que estamos a atravessar, o mundo da arte continua a trazer-nos, apesar de tudo, boas notícias. Falemos da inauguração de duas novas galerias em território peninsular. Uma delas é a abertura de uma extensão da extremenha Galería Liebre em Madrid; e a outra um novo Espaço-galeria chamado Bloco103 em Lisboa.
Num momento em que meios como arteinformado.com noticiam o encerramento de galerias como EstampArte e Alexandra Irigoyen em Madrid, ou a galeria Marga A. Sennacheribbo na Carrer Bethoven de Barcelona, chega-nos à IRMANARTE a notícia de duas inaugurações, ambas para esta mesma tarde, uma em Madrid e outra em Lisboa.
No caso da nova Galería Liebre, que ocupará um espaço novo ao lado da famosa Ivorypress Art+ Books na Avda. General Perón, a inauguração consistirá numa exposição colectiva que aposta, segundo afirma a organização, por uma arte "jovem, emergente e alternativa em todas as suas formas de expressão" e que contará com uma dúzia de nomes sonantes do panorama artístico actual, como Chefer, Cristina Llanos, Rocío Cañero, lara Mascoto, Sebastián Bayró, e muitos outros. A inauguração será hoje às 20 horas (hora de Madrid).
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| Galería Liebre (Madrid) |
Quanto à Galeria Bloco103 na capital portuguesa, esta ocupará um centrico local completamente remodelado na Rua Rodrigo Fonseca, perto do Marquês do Pombal e, segundo os arquitectos do projecto (João Navas e Fernando Reis Martins), pretende ser um espaço "nu" onde a "própria forma é uma representação de arte (…) disposta a não interferir com outras representações de arte que irão ocupar [dito] lugar". A inauguração será hoje às 19h30 (hora de Lisboa), meia hora depois da madrilena Liebre, e contará com uma exposição colectiva de pintura de Inez Wijnohrst, Justino Alves e Mário Rita. A programação da galeria, por outro lado, segundo Miguel Justino Alves, pretende ser aberta a "obras de diferentes concepções, atingindo distintas áreas técnicas e processos de realização, em abertura a múltiplas expressões, cuja única discriminação se situa na qualificação das obras produzidas e originalidade dos seus conceitos".
Por outro lado, não só nas capitais se registam novas aberturas, segundo informava ontem arteinformado.com, na vizinha Extremadura espanhola acaba de abrir uma nova galeria chamada The red Brick Gallery (concretamente em Badajoz) e prevê-se uma nova abertura em Cáceres para o próximo mês, cujo nome será Casa sin Fin.
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